Whoa, Back Buck: Novas Charges Não-Desenhadas!!!

Olá. Fiquei um tempo sem atualizar isso e as charges… quer dizer, os ráfes das charges se acummularam e olha só, temos um post gigantesco. Embaralhei aleatoriamente o que tinha aqui: carnaval, Serra, Vaticano, juízes e outras safadezas.

Só para avisar aos leitores que estão lendo este blog pela primeira vez: esses desenhos toscos aí de baixo são as ideias que tive para a charge do jornal e que acabei não utilizando. Ficaram assim mesmo, só no esboço e por falta de vergonha na cara eu publico-os aqui:

01

02

03

04

05

06

07

08

09

10

11

12

13

14

15

Dia desses achei que não iria conseguir entregar a charge. Aconteceram duas coisas emocionalmente intensas, que não convém comentar aqui, e isso foi um verdadeiro teste de resistência física e mental. E de humor, caramba! Ah, as charges da última semana na FSP:

É isto. Até o próximo post.

Hard News

As charges que saíram na Folha por esses dias…

2

Essa é a de hoje…

e algumas ideias, esboços, rabiscos…

45

6

7

9 – Fico imaginando como é difícil para a Dilma tocar no assunto “direitos humanos” em Cuba quando, no estado mais importante do país, rola uma espécie de “pogrom” no Pinheirinho. Isso não significa que ela tenha que evitar o assunto, mas deve ser difícil cobrar alguma coisa nesse sentido.

10

11

12

 

 

Mais charges inacabadas

Os assuntos que se revezaram na minha prancheta no final da anterior e começo dessa semana: Pinheirinho, Cracolândia, Haiti, Serra, polícia… quase tive que chamar o “Lobo”, personagem de Harvey Keitel em Pulp Fiction, para dar uma limpada em minha prancheta.

01

02

03

04

05

06

07

Alckmina Cracolândia…

Alckmin visitou a Cracolândia… mas não desceu do carro. Isso é tão Serra visitando a falsa favela criada no estúdio de tv…

A charge acima foi publicada na Folha de S. Paulo de 18/01/2012. Os demais desenhos abaixo foram só tentativas de bolar uma charge.

01 – as duas charges foram feitas para a Gazeta do Povo – 16/01/2012

02

Rabiscos do Subsolo

Os rascunhos de charge que saíram diretamente da minha cachola para o papel.

Se vocês pensarem no lema da nossa bandeira, “Ordem e Progresso”, acho que dá para começar a ter uma ideia de como é orientada a polícia em sua função na sociedade. As vezes penso que esse “ordem” significa “manter as propriedades da aristocracia a salvo de ‘baderneiros, anarquistas e pobres em geral’”. Aí sim, a aristocracia -para o qual a governo existe- pode progredir saudavelmente, sem ninguém incomodar. A polícia é a vigilante do patrimônio. Vocês leram Rota 66, do Caco Barcelos e Barra Pesada, de Octávio Ribeiro? É sobre isso, sobre a polícia e a origem da violência da polícia. Essa mesma que dá tapa na cara de estudante e tiros em zumbis da cracolândia.

“Ordem e Progresso” é uma ideologia militar e aristocrática. Se é para estampar uma mentira num símbolo nacional, por que não colocar, digamos, “Igualdade e Progresso”?

00

01

02

03

04

05 – Publicada na Folha em 13/01/2012

06

07

08- Publicada na Folha em 11/01/2012

09

10

11

2012 – As primeiras charges do ano.

e, claro, os rascunhos e rejeitos

01

02

03

04 – Charge publicada na Folha – 06/01/2012

05

06

07- Charge publicada na Gazeta do Povo ( 04/01/2012)

 

Tudo e Nada

01

02

03

04

05

06

07

08

09

10

11

12

13

14

15

16

17

18

19

 

 

 

Charges e sub-charges da Semana

Charges publicadas na Folha de S. Paulo e Gazeta do Povo – PR

01

02

03

04

05

06

E as ideias que ficaram só nos esboços mesmo…

07

08

09

10

11

12

13

14

 

 

Um Monte de Ideias

…que ficaram pelo caminho.

01

02

03

04

05

06

07

08

09

10

11

12

13

Quando é dia de desenhar a charge meio que entro num transe hipnótico de concentração absoluta que beira a insanidade completa. Quer dizer, é o dia em que realmente evito sair de casa, atender telefone, falar com pessoas ou mesmo deixar o meu estúdio. Simplesmente coloco protetores de ouvido, música – jazz ou blues, para não interferir e cobrir eventuais ruídos externos- e dá-lhe ler jornal, sites, blogs e rabiscar, pensar, verdadeiramente espremer a cuca para tentar algo bom. Um monte de ideias surgem, toneladas de papel vão abarrotando o lixo e lascas de lápis e borracha se amontoam na prancheta. Para a charge de quarta-feira, por exemplo, rabisquei 19 ideias. Fora as que ficam só no texto e na mente. Claro, algumas são horríveis, outras boas e a maioria meia-boca. Escolho umas cinco para desenhar de qualquer jeito e, dessas cinco, apenas uma vai ser escolhida, finalizada e publicada.

O chato é quando, mesmo ficando o dia todo em busca da “charge ideal” muitas vezes você não consegue nenhuma ideia que valha a pena. Isso é muito chato, para não dizer frustrante e angustiante. Conseguir parir uma ideia legal e, na hora de finalizar, estragar tudo de maneira odiosa é quase uma senha para imolação com um chicote de arame farpado.

Isso acontece comigo meio que direto: Olhar no jornal no dia seguinte e pensar “eu podia ter feito o texto dessa maneira” ou ainda “que droga, o nariz ficou torto demais”. Ou ainda, nem mesmo querer ver o jornal de tanto receio.

Podem ser vários fatores para você não conseguir ter uma ideia legal: não dormir direito, o cachorro do vizinho ficar latindo feito um demônio para te encher o saco, receber um telefonema inconveniente, essas coisas. As mais prosaicas. Por isso a necessidade do isolamento completo, para que a chance de alguma m#rda acontecer seja mínima. As vezes o assunto é tão chato e repetitivo que não rende nem uma piada de taverna.

Bem, enquanto não enlouquecer completamente, acho que vou usar esse método de absorsão total na criação da charge. Quando comecei a publicar na Gazeta do Povo, eu ficava num processo de loucura, paranóia e pânico, que desenhava cinco charges, finalizavae mandava-as todas para o editor porque ficava indeciso sobre qual desenho deveria publicar. Não é coisa de maluco? No final, achava que eles tinham escolhido a pior e me deprimia feito um rato.

Vejo chargistas que começam a desenhar  a charge meia-hora antes de o jornal fechar e entregam um puta trabalho. Sei lá, não consigo abrir mão da exaustão. Acho que é meio que uma forma de dizer para mim mesmo “se ficar legal, mereço uma grande recompensa”. Por outro lado, se não ficar legal, além da exaustão, acabo ficando deprimido. Normalmente me sinto deprimido.

Enfim, é assim que funciono. Devem ter outros meios menos dolorosos para encarar um trabalho, mas ainda não tive coragem de tentar descobrir qual. De qualquer maneira, a coisa que mais gosto de fazer no mundo ainda é sentar na prancheta e bolar charges. Nem que eu saia com uma costela quebrada, mas saio gratificado.

(Benett)

Catatau de charges

?:

Este slideshow necessita de JavaScript.

Decidido. Todas as ideias para charge que sobrarem vou aproveitar para as tiras, em uma série que terá o nome de “Náusea”. Bem, já que a possibilidade de eu lançar um site é quase nula e a de publicar um livro de charges é absolutamente nula, seguem abaixo algumas charges publicadas ao longo dos meses na Folha e Gazeta do Povo.

00

01

02

03

04

05

06

07

08

09

10

11

12